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Penal Quinta-feira, 30 de Julho de 2020, 10:29 - A | A

30 de Julho de 2020, 10h:29 - A | A

Penal / EM RONDOLÂNDIA

Prefeito é alvo de operação por desviar dinheiro da Saúde

São cumpridos mandados de busca e apreensão para averiguar o esquema de desvio de recursos públicos por meio de um contrato com empresa prestadora de “serviços de médicos plantonistas”

Da Redação



O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (30), mandados de busca e apreensão contra o prefeito de Rondolândia, Agnaldo Rodrigues de Carvalho.

Também foram alvos dos mandados: a ex-secretária de Saúde, Kátia Monteiro, o empresário Nélio de Matos Junior e a empresa F. M. da S. Matos – ME.

As ordens foram cumpridas nas cidades de Rondolândia e São Francisco do Guaporé (RO), sede da empresa e local onde residem alguns dos investigados.

As buscas também foram realizadas no gabinete do prefeito de Rondolândia, bem com no gabinete e na sede da Secretaria Municipal de Saúde.

A ordem de busca e apreensão foi expedida pelo desembargador Marcos Machado, do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), a partir de pedido apresentado pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal – Naco Criminal, sob a coordenação do procurador de Justiça, Domingos Sávio de Barros Arruda.

A investigação apura possível prática de crimes contra a Administração Pública por parte de Agnaldo Rodrigues de Carvalho, Kátia Monteiro e Nélio de Matos Junior, sendo que este último se apresenta como responsável pela empresa F. M. DA S. MATOS – ME, que foi contratada pelo Município de Rondolândia como prestadora de “serviços de médicos plantonistas”.

Os elementos de informação colhidos no inquérito policial indicam que parte dos valores recebidos pela empresa, oriundos dos cofres públicos municipais, ao invés de terem sido utilizados para o pagamento dos profissionais de saúde contratados, teriam sido desviados em proveito do prefeito, da ex-secretária e do empresário.

Além disso, há indícios de que os investigados se articulavam, frequentemente, visando manter a empresa F. M. DA S. MATOS – ME como vencedora nos procedimentos licitatórios realizados pelo Município, sempre com o objetivo de obterem vantagens ilícitas. (Com informações da Assessoria do MPE)