A juíza Raissa da Silva Santos Amaral, da 4ª Vara Criminal de Cáceres, condenou 12 pessoas envolvidas numa suposta organização criminosa especializada em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujo esquema envolveria postos de combustíveis de Cuiabá.
A sentença foi proferida no último dia 9, nos autos oriundos da Operação Jumbo.
A decisão resultou na condenação de 12 dos 13 réus por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com penas que, somadas, ultrapassam 130 anos de reclusão.
A empresária Kesia Morais Cardeal foi a única ré a ser declarada inocente e absolvida de todas as acusações. Ela foi defendida pelos advogados Valber Melo e Matheus Correia.
Ao inocentar a empresária, a juíza acatou a tese da defesa, de que ficou evidenciada a ausência de provas que a ligassem às atividades criminosas do grupo.
Com a sentença, foram revogadas todas as medidas cautelares impostas a ela, incluindo o desbloqueio de bens.
As penas mais severas foram aplicadas aos réus considerados líderes e operadores centrais do esquema. Fernando da Silva Porto e Tcharles Rodrigo Ferreira de Moraes receberam, cada um, 25 anos e 7 meses de reclusão em regime fechado.
Também foram condenados:
Geovani de Carvalho Queiroz: 15 anos, 5 meses e 10 dias.
Josivaldo de Lima Gomes Filho: 13 anos e 9 meses.
Tiago Teixeira da Silva: 11 anos, 6 meses e 26 dias.
Gilberto Sampaio de Oliveira: 8 anos e 9 meses.
Um grupo de seis condenados, incluindo Márcio de Oliveira Marques e sua esposa Mirian de Luna Cavalcanti Marques, foi sentenciado a 8 anos e 1 mês de reclusão cada. Completam esta lista Franciely Vieira Botelho, Jimmy Lucas Marques Viana, Johnny Luiz Santos e Mariela Caballero Olmedo.
A Operação Jumbo, deflagrada pela Polícia Federal, desarticulou uma complexa rede criminosa que atuava no tráfico internacional de drogas e na lavagem de capitais por meio de empresas de fachada, incluindo postos de combustíveis e agências de turismo na fronteira com a Bolívia.




