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Cuiabá, 20 de Janeiro de 2026

Executivo Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, 13:47 - A | A

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, 13h:47 - A | A

FRAUDES EM SISTEMA

Denúncias da PGM gera operação contra ex-servidores

Conforme o órgão, os cancelamentos investigados remetem aos anos de 2020 a 2024, durante a gestão passada

Da Redação

A Procuradoria-Geral do Município (PGM) afirmou que a investigação que resultou na prisão de ex-servidores municipais, nesta terça-feira (20), teve origem em denúncia formal apresentada pelo próprio órgão em abril de 2025, subscrita por cinco procuradores da Prefeitura de Cuiabá.

“Assim que foram identificados os primeiros indícios de cancelamentos indevidos de débitos tributários no sistema da Administração Municipal, no início de 2025, o procurador-geral do Município e o procurador-chefe da Procuradoria Fiscal determinaram imediatamente a adoção de providências internas e a abertura de diligências técnicas junto ao setor de Tecnologia da Informação da Secretaria Municipal de Economia", afirmou a PGM.

Conforme o órgão, os cancelamentos investigados remetem aos anos de 2020 a 2024, durante a gestão passada.

A PGM ainda afirmou que os servidores investigados foram exonerados.

“A administração municipal permanece à disposição das autoridades policiais e judiciais, denunciando e colaborando integralmente para o esclarecimento dos fatos e para a responsabilização dos eventuais envolvidos, nos termos da legislação vigente. Qualquer indício de irregularidades será aos órgãos policiais e de controle”.

A operação

A Polícia Civil cumpriu 43 mandados judiciais no âmbito da Operação Déjà Vu, para apurar indícios do crime de inserção de dados falsos em sistema informatizado e de crimes correlatos, como corrupção e associação criminosa, praticados contra a Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá.

Além de três ordens de prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, medidas cautelares diversas da prisão, afastamento do serviço público e o bloqueio de R$ 491.450,45.

As investigações apontam a suspeita de uso indevido de credenciais (logins/senhas) e de rotinas internas para a realização de lançamentos e cancelamentos irregulares, com potencial impacto na arrecadação e na regularidade de registros administrativos. Também são apurados indícios de vantagem indevida, possivelmente vinculada a “intermediações” e supostos “serviços” relacionados à alteração de registros.

(Com informações da Secom de Cuiabá e da Assessoria da PJC-MT)