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Cível Domingo, 05 de Maio de 2019, 08:08 - A | A

05 de Maio de 2019, 08h:08 - A | A

Cível / NA AL

Ex-deputados viram réus em nova ação por supostos desvios

A ação foi instaurada pelo Ministério Público em 2006, mas por ter sido alvo de diversos incidentes de suspeição movida pelos acusados, ela acabou sendo julgada somente agora, depois de 13 anos

Lucielly Melo



Os ex-deputados estaduais, José Riva e Humberto Bosaipo, viraram réus em mais uma ação civil pública por terem, supostamente, embolsado R$ 1,9 milhão dos cofres da Assembleia Legislativa.

Ainda foram acionados Geraldo Lauro, José Quirino Pereira, Joel Quirino Pereira e Guilherme da Costa Garcia.

A ação foi instaurada pelo Ministério Público em 2006, mas por ter sido alvo de diversos incidentes de suspeição movida pelos acusados, ela acabou sendo julgada somente agora, depois de 13 anos.

A magistrada citou na sua decisão que, apesar de notificados, os acusados não se manifestaram nos autos.

Por constatar indícios de que houve o desvio, a juíza tornou os acionados réus pelo crime de improbidade administrativa.

“Diante do exposto, ausentes as hipóteses de rejeição da inicial (Art. 17, §8º, da Lei nº 8.429/1992), recebo a petição inicial em todos os seus termos e para todos os efeitos legais”.

Vidotti ainda mandou o procurador-geral do Estado se manifestar, em cinco dias, se pretende fazer parte da ação como litisconsorte ativo (autor do processo).

Riva e Bosaipo já respondem outros processos que também apuram desvios na AL.

Saiba mais sobre o caso

Segundo a denúncia do MP, o rombo foi concretizado pelo grupo a partir do contrato formalizado entre a Assembleia Legislativa e a empresa “fantasma” E. B. N de Melo & CIA LTDA.

José e Joel Quirino Pereira teriam sido responsáveis por criarem a empresa que teria apenas a finalidade de dar legalidade aos pagamentos fraudulentos.

Já Guilherme e Geraldo teriam atuado em prol do esquema nos setores de finanças e licitação e patrimônio da Assembleia.

O Ministério Público aponta que todas as condutas ímprobas supostamente praticadas pelos denunciados foram comandadas por José Riva e Humberto Bosaipo.