facebook instagram
Cuiabá, 16 de Junho de 2024
logo
16 de Junho de 2024

Administrativo Quinta-feira, 27 de Junho de 2019, 13:53 - A | A

27 de Junho de 2019, 13h:53 - A | A

Administrativo / EM CUIABÁ

Dezessete casos de assassinatos irão a júri popular em julho

Entre os casos está o julgamento dos réus José Edmilson Pires dos Santos, Herbert de França Silva e Jonathan Teodoro, que seriam integrantes de um grupo intitulado ‘Mercenários de VG’

Da Redação



Dezessete processos de crimes dolosos contra a vida serão julgados no Fórum de Cuiabá, no próximo mês, pelo Tribunal do Júri.

No dia 1º de julho, a partir das 13h30, serão julgados Adrielle Cristina da Silva e Uliame Figueiredo Lima, acusados de, juntamente com um menor de idade, terem matado Aline Rodrigues de Araújo, a golpes de machadinha e faca. O crime foi cometido em 12 de janeiro de 2011, em uma quitinete no bairro Parque Cuiabá.

A vítima e a denunciada Adrielle residiam na quitinete, onde mantinham uma boca de fumo. A droga que revendiam era fornecida pelo ‘marido’ da vítima, mesmo estando segregado em um presídio da Capital.

Na data do fato, horas antes do homicídio, a vítima acusou Adrielle de ter subtraído certa quantidade de droga, ocasião em que se travou violenta discussão. Muito ofendida, a ré saiu da quitinete e foi buscar ajuda do namorado – menor de idade - que, por sua vez, residia na casa do denunciado Uliame.

Adrielle, visando se vingar da vítima e orquestrando as ações dos comparsas, contou que haviam brigado, e que, caso não a matassem, todos corriam risco de morte em razão do sumiço da droga. Nesse momento, os três combinaram de matar a vítima e, estando o adolescente com uma faca e Uilame com uma machadinha, foram todos para a quitinete. Chegando ao local, os denunciados e o adolescente infrator surpreenderam a vítima quando estava dormindo e a atacaram e mataram.

Mercenários de VG

No dia 2, serão julgados os réus José Edmilson Pires dos Santos, Herbert de França Silva e Jonathan Teodoro, que seriam integrantes de um grupo intitulado ‘Mercenários de VG’.

Nesse processo, são vítimas Alan Chagas da Silva, Márcio Melo de Souza, Vinícius Silva Miranda e Wellington Ormond Pereira. Os réus são acusados de integrarem uma organização criminosa que cometia homicídios por encomenda.

O júri será presidido pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes, a partir das 9h.

Morte de irmãos

Sentará no banco dos réus, no dia 4 de julho, a partir das 9h, Celzair Ferreira de Santana, motorista que atropelou e provocou a morte dos irmãos Diego Guimarães Bittencourt e Katherine Louise Bittencourt, em Poconé (a 104 km da Capital).

O crime aconteceu em 2007. O motorista, além de dirigir em alta velocidade, estaria embriagado. Após a colisão, a caminhonete que atingiu as vítimas só teria parado quando colidiu com um poste de iluminação pública.

O júri será presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira.

Morte de amigo

Já Josair José Rodrigues será julgado em 11 de julho, a partir das 13h30, pelo homicídio de Antônio Ribeiro da Silva.

Consta dos autos que, em 7 de agosto de 2016, matou a vítima em um bar localizado no bairro Osmar Cabral. Antônio e o denunciado faziam parte de um grupo de amigos que se reuniam para beber e jogar no bar. Em uma dessas reuniões, tiveram uma discussão, e a vítima teria criticado uma atitude do denunciado na frente dos demais amigos, o que teria estremecido a amizade entre eles.

No dia do crime estava ocorrendo o aniversário da esposa da vítima, e, como Josair namorava a enteada da vítima, o mesmo se fez presente na festa. Quando Antônio tentou cumprimentá-lo, foi acusado de ser "traíra". Depois, a vítima dirigiu-se ao bar para beber e conversar com os demais amigos, momento em que foi seguido pelo agressor.

Enquanto, Antônio conversava distraidamente com os amigos, Josair, aproveitando-se da vulnerabilidade da vítima que estava de costas, sacou uma arma de fogo e efetuou diversos disparos, que foram a causa da morte de Antônio.

Passional

Em 17 de julho, a partir das 9h, será julgado pelo homicídio de Venício dos Santos Amaral o réu Gabriel Almeida Mancinelli.

Consta dos autos que, em 21 de agosto de 2017, por volta das 14h30, em uma casa no bairro Santa Laura, em Cuiabá, o acusado efetuou de forma intencional disparos de arma de fogo em face de Venício, levando-o imediatamente a óbito.

Segundo a denúncia, o acusado manteve um relacionamento amoroso com Ana Paula Dutra Gonçalves por um período e, após o término, ficou sabendo que a mesma passou a se envolver com Venício, o que causou ciúmes no réu, razão pela qual passou a arquitetar a sua morte.

No dia dos fatos, o acusado foi até a residência da vítima, que se encontrava na companhia de Tarcísio dos Santos Amaral, Daniela Francisca dos Santos, Vitória Eduarda Leite Domingues e Talison Felipe Sabino, simulou um assalto e efetuou vários disparos da arma de fogo em face só de Venício, atingindo-lhe na cabeça. Gabriel empreendeu fuga, logo, em seguida.

Homicídio de ex-sócio

Já no dia 30 de julho, às 13h30, sentará novamente no banco dos réus o empresário Silas Caetano de Farias, denunciado pelo homicídio de Agnaldo de Oliveira Prado, ex-sócio dele em uma loja de venda de veículos.

O crime aconteceu, em 2 de fevereiro de 2009, em uma casa no bairro Jardim Mariana, em Cuiabá.

Informações contidas nos autos revelam que, a mando de Silas, dois indivíduos não identificados mataram Agnaldo com diversos disparos de arma de fogo. O crime foi cometido na casa da ex-esposa da vítima, com quem mantinha um bom relacionamento.

Na data dos fatos, um indivíduo não identificado bateu palmas na frente da casa, oportunidade em que o filho adolescente da vítima o atendeu. Perguntou sobre a vítima e disse que estaria interessado na compra de um veículo. O adolescente entrou na residência e ligou para o pai, que disse que já estava dentro da garagem de casa atendendo uma pessoa interessada na compra do carro. Em seguida, o jovem foi até a garagem e viu o pai conversando com essa outra pessoa. Pouco depois, ouviu os disparos e quando correu para a frente da casa se deparou com o pai alvejado e caído no chão.

Apesar de os dois executores do homicídio não terem sido identificados, foi apurado que o mandante do crime foi o denunciado Silas, ex-sócio da vítima. Restou comprovado que o motivo do crime se deu em razão de a vítima ter conhecimento de que o denunciado teria participado dos homicídios que vitimaram três de seus próprios filhos e de ter revelado esses fatos ao único filho de Silas que sobreviveu, Jassan Thiago Rosa Jorge. O empresário já foi julgado por esses outros crimes.

Além disso, vale ressaltar que após o assassinato da vítima Agnaldo, Jassan também foi alvo de uma tentativa de homicídio, sendo que o denunciado Silas foi denunciado por ter mandado executá-lo.

VEJA ABAIXO A PAUTA COMPLETA (Com informações da Assessoria do TJMT)

Anexos