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Trabalhista Sexta-feira, 19 de Julho de 2019, 14:44 - A | A

19 de Julho de 2019, 14h:44 - A | A

Trabalhista / VIDEOCHAMADA

Juíza faz audiência por celular e libera recursos a família de vítima

A utilização da ferramenta levou a formalização de um acordo que garantirá o pagamento aos familiares das verbas rescisórias devidas à vítima

Da Redação



Uma ex-companheira e os pais de um trabalhador vítima de acidente de trabalho conseguiram participar de uma audiência realizada nesta sexta-feira (19), na Vara do Trabalho de Alto Araguaia, por meio de uma chamada de vídeo pelo celular. A utilização da ferramenta levou a formalização de um acordo que garantirá o pagamento aos familiares das verbas rescisórias devidas à vítima.

O trabalhador foi para interior de Mato Grosso para trabalhar em uma empresa de energia renovável, mas morreu após sofrer um acidente de trânsito, fora do seu horário do serviço, cerca de um mês após começar suas atividades.

Como a empresa não sabia para quem pagar as verbas trabalhistas devidas ao ex-empregado, depositou o dinheiro em uma conta judicial.

Os pais e a ex-companheira precisavam participar da audiência na vara para receberem os valores. Mas, morando em São Paulo e ainda muito abalados com a morte, não tinham condições de se deslocarem até Alto Araguaia (cerca de 420 km distante de Cuiabá). Foi quando a juíza titular da unidade, Karina Rigato, sugeriu uma ligação por vídeo para viabilizar a participação deles.

Durante a conciliação, as partes decidiram dividir em três partes iguais os valores devidos pela empresa.

Para a juíza Karina Rigato, possibilitar que os país e a ex-companheira participassem da audiência mesmo a distância significou a concretização do direito de acesso à Justiça. Ela contou que eles não tinham condições financeiras para fazer a viagem, já que o valor das verbas depositadas não cobriria os custos de transporte.

A magistrada contou ainda que os pais não tinham condições emocionais e não queriam nem mesmo vir ao local onde eles perderam o filho.

“Ao final, eles choraram emocionados e agradeceram à Justiça do Trabalho por possibilitar que participassem da audiência mesmo de longe. Para mim, isso é acesso à Justiça”, disse. (Com informações da Assessoria do TRT-MT)