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Cível Quarta-feira, 31 de Julho de 2019, 16:58 - A | A

31 de Julho de 2019, 16h:58 - A | A

Cível / REINTEGRAÇÃO DE POSSE

Claudino denuncia que advogados teriam lhe envolvido em venda de sentenças

A magistrada afirmou que a denúncia será investigada por autoridade competente

Lucielly Melo



A desembargadora Clarice Claudino, denunciou, durante sessão de julgamento na 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desta terça-feira (30), que foi envolvida, por advogados, em um esquema de venda de sentenças.

O anúncio da magistrada se deu antes do julgamento de recursos movidos numa ação que trata da reintegração de posse da Fazenda Colibri, situada no município de Novo São Joaquim, no interior do estado.

Não sei qual é o objetivo disso, porque pra mim é uma coisa nova, não consegui formar ideia do que poderia ser esse tipo de pressão

“Pela primeira vez, em 31 anos de magistratura, tive o desprazer de receber, por denúncia não identificada, de que eu estaria sendo vendida por advogados à respeito deste voto. Não sei se atribuo essa atitude a uma forma de me intimidar e me dar por suspeita e sair desse julgamento. Não sei qual é o objetivo disso, porque pra mim é uma coisa nova, não consegui formar ideia do que poderia ser esse tipo de pressão”, narrou Clarice.

A magistrada afirmou que a denúncia será investigada por autoridade competente.

Disse também que trouxe a informação na sessão apenas para registrar seu “estado de alma”. Ela frisou que não tem nenhum rancor com os suspeitos envolvidos.

“(...) não tenho raiva, não tenho nenhum sentimento ruim, a não ser profunda comiseração com pessoa que tira parte do seu tempo para se ocupar desse tipo de atitude”.

Ao final do seu pronunciamento, Clarice afirmou que não se sente intimidada e que vai continuar atuando no caso.

“Me sinto absolutamente a vontade e convicta do meu dever funcional, portanto, eu não vou pedir minha substituição nesse processo”, disse a magistrada.

A desembargadora decidiu por seguir o voto do relator do caso para manter a posse da fazenda para os legítimos proprietários.