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Penal Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019, 17:10 - A | A

19 de Setembro de 2019, 17h:10 - A | A

Penal / REGIME FECHADO

Pecuarista é condenado a 22 anos de prisão por homicídio qualificado

Segundo a promotora de Justiça Carina Sfredo Dalmolin, que atuou no Tribunal do Júri, os jurados acolheram a tese defendida pelo MPE de que o crime foi cometido por motivo fútil e com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima

Da Redação



O pecuarista Marcelo Lorenzzoni da Silva foi condenado a 22 anos de prisão por posse de arma de fogo em situação irregular e homicídio duplamente qualificado praticado contra o também pecuarista, Weivel Deliberto, na comarca de Alta Floresta.

Ao final da sessão do julgamento, realizada nesta quarta-feira (18), o réu, que até então não havia sido preso, foi encaminhado diretamente para cadeia pública de Alta Floresta.

Segundo a promotora de Justiça Carina Sfredo Dalmolin, que atuou no Tribunal do Júri, os jurados acolheram a tese defendida pelo MPE de que o crime foi cometido por motivo fútil e com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

A sentença foi proferida pelo juiz de Direito Roger Augusto Bim Donega.

O caso

Consta na denúncia, que o crime ocorreu no dia 22 de julho de 2012, na zona rural de Carlinda, na propriedade da vítima. O réu se dirigiu ao local e lá iniciaram uma discussão ocasionada pelo fato de seu gado ter de forma reiterada invadido a fazenda da vítima. Com ânimos bastantes exaltados, os dois discutiram e quando Weivel Deliberto virou-se de costas em direção ao curral, o réu pegou uma espingarda que estava em seu veículo e disparou um tiro certeiro na cabeça do pecuarista, que morreu na hora.

“Extrai-se dos autos a futilidade da motivação para homicídio, pois a vítima sempre cobrou uma situação de direito, qual seja, a feitura de uma cerca para que o gado do acusado não adentrasse em sua propriedade, conforme já haviam acordado, sendo que, após sucessivas invasões em sua propriedade, ainda assim, esta pequena discórdia serviu como móvel para o crime contra a vida”, diz um trecho da denúncia do Ministério Público.

O réu, conforme a promotora de Justiça, fugiu do local do crime. Durante diligências em sua residência, a polícia encontrou arma de fogo, de uso permitido, mas em situação irregular. (Com informações da Assessoria do MPE)