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Penal Quarta-feira, 09 de Dezembro de 2020, 10:40 - A | A

09 de Dezembro de 2020, 10h:40 - A | A

Penal / FRAUDES À LICITAÇÃO E PROPINA

Dados do Coaf provocaram investigação contra Nininho e outros políticos; defesa estranha operação

A reportagem apurou que os fatos são relacionados aos anos de 2010 a 2014, envolvendo as construtoras Pirâmide e Rocha; defesa de Nininho nega qualquer participação nos atos ilícitos

Lucielly Melo



Dados obtidos através do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) levaram à Justiça Federal a autorizar a deflagração da Operação Chapéu de Palha, nesta quarta-feira (9), contra o deputado estadual, Ondanir Bortolini, o “Nininho”, e outros agentes políticos.

O parlamentar foi alvo de um mandado de busca e apreensão em seu gabinete na Assembleia Legislativa, por suposto envolvimento em fraudes em licitação e pagamento de propina, que teriam ocorrido entre os anos de 2010 e 2014, envolvendo as construtoras Pirâmide e Rocha.

Segundo o advogado Leonardo Bernazzolli, que faz a defesa de Nininho, são várias pessoas investigadas, porém, os fatos apurados não têm ligação entre si.

Além de Nininho, ainda teriam sido alvos da operação da Polícia Federal: o irmão de Nininho, Humberto Bortolini, que é prefeito de Itiquira, o também deputado Dilmar Dal Bosco, o suplente Romoaldo Júnior e o ex-parlamentar Mauro Savi. Uma casa de eventos, na Capital, também recebeu a PF.

Ao todo, foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Rondonópolis, Várzea Grande, Sinop, Alto Taquari, Itiquira, Juscimeira, Jaciara, São Pedro da Cipa, Dom Aquino, Alta Floresta e Votuporanga (SP).

Ao negar o envolvimento do deputado no suposto enredo ilícito, o advogado disse estranhar a deflagração da operação neste momento, tendo em vista que os fatos apurados são antigos e que Nininho nunca foi chamado para depor eventuais esclarecimentos.

“O deputado nunca fez nenhuma transação financeira. Estamos surpresos com a busca e apreensão até mesmo porque o deputado nunca foi chamado para depor para algum esclarecimento, já que as investigações são antigas e os fatos pretéritos. Estamos estranhando essa deflagração no fim de ano”.

A defesa afirmou que não soube de mais detalhes sobre as investigações, já que não teve acesso à integra da decisão que desencadeou a operação.

A investigação tramita em sigilo.