facebook instagram
Cuiabá, 23 de Fevereiro de 2026

Outros Órgãos Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2026, 08:42 - A | A

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2026, 08h:42 - A | A

REGIME FECHADO

Trio denunciado pelo MP é condenado por homicídio e tortura

Os condenados iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade

Da Redação

O Tribunal do Júri de Primavera do Leste (a 231 km de Cuiabá) condenou três envolvidos no homicídio qualificado de Everson Wesley Pereira do Nascimento e nas torturas cometidas contra ele e a esposa, Flávia Icassati Perez Moura.

Os réus Marcos Maciel Almeida Santana, Karla Adrielly de Sá Cruz Silva e Gustavo Fabiano Farias Damasceno foram condenados pelo homicídio qualificado de Everson e pelos crimes de tortura mediante sequestro cometidos contra o casal. Além desses delitos, Gustavo também foi condenado pelo crime de tráfico de drogas. Os três foram absolvidos da acusação de corrupção de menores.

As penas aplicadas foram de 35 anos, quatro meses e 20 dias de reclusão para Karla; 30 anos, nove meses e 23 dias de reclusão para Marcos; e 29 anos, três meses e 23 dias de reclusão e 500 dias-multa para Gustavo.

Os condenados iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade.

O julgamento teve a atuação conjunta das promotoras de Justiça Élide Manzini de Campos e Tessaline Higuchi, responsáveis pela condução da acusação em plenário.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, os crimes foram cometidos em junho de 2024. As vítimas foram sequestradas e mantidas em cativeiro, onde sofreram torturas físicas e psicológicas. Everson foi executado com ao menos 13 disparos de arma de fogo, enquanto Flávia, que sobreviveu, foi submetida a agressões, ameaças e procedimentos de tortura, como simulação de afogamento. As investigações apontaram que os crimes foram motivados por conflitos entre facções criminosas, após os autores suspeitarem que a vítima teria ligação com um grupo rival.

Durante todo o julgamento, as duas promotoras de Justiça apresentaram provas, depoimentos e fundamentações jurídicas que levaram o Conselho de Sentença a reconhecer a prática dos crimes atribuídos aos réus.

“O caso foi considerado de extrema gravidade pelas autoridades devido ao grau de violência empregada, ao envolvimento de organização criminosa e ao sofrimento imposto às vítimas. A condenação representa um passo importante no enfrentamento às práticas de tortura, homicídios qualificados e crimes associados a facções no município”, afirmaram Élide Manzini e Tessaline Higuchi. (Com informações da Assessoria do MPE)