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Cuiabá, 16 de Fevereiro de 2026

Outros Órgãos Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026, 09:16 - A | A

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026, 09h:16 - A | A

GUERRA DE FACÇÕES

Após denúncia do MP, réus são condenados por duplo homicídio

De acordo com a denúncia, a ação foi organizada, com divisão de tarefas entre os envolvidos

Da Redação

O Tribunal do Júri de Sorriso (399 km de Cuiabá) condenou os réus Maycon Sanches Rúbio e Lucas Vinícius Pinto Pinheiro por tentativa de duplo homicídio qualificado, em contexto de guerra entre facções criminosas ocorrida no município no ano de 2022.

Maycon Sanches Rúbio foi condenado a 41 anos e 2 meses de reclusão, bem como 70 dias-multa, enquanto Lucas Vinícius Pinto Pinheiro recebeu pena de 30 anos e 4 meses de reclusão, bem como 36 dias-multa e 3 meses de detenção, ambas a serem cumpridas em regime inicialmente fechado. 

Os crimes ocorreram na tarde do dia 29 de novembro de 2022, no Bairro Nova Aliança. Conforme apurado durante a instrução processual e confirmado pelo Conselho de Sentença, os denunciados, juntamente com outros comparsas de uma facção criminosa, foram até a residência das vítimas com o objetivo de executá-las.

Armados, os réus efetuaram diversos disparos de arma de fogo tanto no quintal da residência quanto em via pública, colocando em risco não apenas as vítimas, mas toda a vizinhança. A execução só não se consumou porque as vítimas conseguiram reagir e fugir do ataque.

Os fatos ocorreram em meio ao conflito instalado em Sorriso entre integrantes de uma facção criminosa e dissidentes que passaram a integrar o grupo rival, situação que gerou uma série de episódios violentos na cidade naquele período.

De acordo com a denúncia, a ação foi organizada, com divisão de tarefas entre os envolvidos, evidenciando atuação típica de organização criminosa.

Além da tentativa de duplo homicídio qualificado, o Conselho de Sentença também condenou os réus pela prática dos delitos de organização criminosa armada, porte ilegal de arma de fogo, corrupção de menores e falsa identidade.

Para o promotor de justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, “a decisão dos jurados representou uma resposta firme da sociedade à atuação de facções criminosas e reforçou o compromisso institucional com a defesa da vida e da ordem pública”. (Com informações da Assessoria do MPE)