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Opinião Quarta-feira, 01 de Maio de 2019, 17:14 - A | A

01 de Maio de 2019, 17h:14 - A | A

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Em um mundo novo até os postos de trabalho exigem nova performance

Assim, mais que um feriado, hoje é um dia de reflexão!. Pois precisamos entender que nestes novos tempos - com crises consecutivas de tudo e sobre todos -, emprego para quem o tem ou o procura estão sob novas regras



Nesta quarta-feira (1º), em diversos lugares do mundo se celebra o Dia do Trabalho ou como comumente as pessoas gostam de dizer o Dia do Trabalhador. 

Mas a pergunta que se faz aqui no Brasil é se, no entanto, temos o que comemorar diante de dados como os últimos divulgados pelo IBGE, dando conta que houve um aumento de 1,3% na taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2018, comparado ao último trimestre de 2017, chegando a elevada soma de 13,7 milhões de pessoas sem ocupação.  Ou em porcentagem, em torno ao todo, de 13,1% de desempregados no país atualmente.  

O novo governo  do presidente Jair Bolsonaro (PSL), se comprometeu ainda na campanha de que seu agora ministro da Economia, Paulo Guedes, teria alternativas exequíveis para abrir pelo menos 10 milhões de postos de trabalho, seis milhões nos primeiros dois anos. Agora, é esperar! Deixando, contudo, claro, que não sou de direita ou esquerda, apenas uma empresária da comunicação que luta exaustivamente, como muitos desta área, para sobreviver com dignidade. 

Então, como uma boa brasileira, oro, espero e confio!   O certo é que muito se tem falado sobre a Reforma Trabalhista. Acho, sob minha visão, que é importante que se receba com bons olhos a evolução das antigas leis trabalhistas, que apesar de ter gerado muita  polêmica, como quase tudo neste país, devem trazer influência positiva para o mercado de trabalho.   E ainda que esteja longe da minha especialidade, uma leitura mais fina da economia brasileira, uma vez que minha formação é em Direito, acho que é importante, no entanto, debater a fundo estas novas regras e quais seus principais impactos para empresas e trabalhadores.  

Tenho seguido a discussão deste novo modelo de desenvolvimento e as novas formas de organização das empresas que ainda geram controvérsia e podem, mais lá na ponta, segundo alguns, serem responsáveis pelo aumento nos níveis de desemprego. Mas em um  mundo em que a tecnologia, muito para além do que um ou outro discuta ou se posicione, é uma realidade, isto então significa mudança no modus operandi.  

Uma realidade onde está inserida a tendência, inclusive, de que caia ainda mais a abertura de novos postos de trabalho. Uma vez que muitos empresários, por conta até da sobrevivência de seus empreendimentos, apelam para a tecnologia como substituta irreversível da mão de obra.  Soluciona? Não sei? Mas estamos discutindo neste Dia do Trabalho situações factíveis de ocorrer. 

Assim, se o Brasil, à exemplo de  outros países, aprender a  compensar a perda de postos na indústria com a transferência das atividades para o setor terciário, quem sabe não estejamos aí com uma porta entreaberta para solucionar parcialmente os elevados números de desempregos. Mesmo que alguns de meus amigos, com uma posição mais à esquerda, acreditem que esta alternativa miniminize, mas não dará conta, ao final, de reduzi-los.   Mas opto em acreditar que algumas regras inseridas na reforma trabalhista, inequivocamente, serviram como alívio a pequenos e médios empresários, como é o meu caso. Dentre elas a regra do que for combinado entre patrão e empregado tenha hoje força de lei. 

Obviamente, ninguém está aqui  batendo na tecla que dentro destes novos contratos de trabalho, sejam tirados os direitos essenciais.  Mas algumas obrigações, inclusive dos trabalhadores, como pagar imposto sindical, ter cessado, não vejo como algo ruim. Até porque o trabalhador pode continuar a contribuir para o sindicato, desde que a entidade representativa demonstre o que está fazendo de bom e que merece a contribuição. 

Para nós, no entanto, poder parcelar férias em até três períodos ou terceirizar a mão de obra, é sim garantir um pouco mais de fôlego ao caixa da empresa. Em benefício, sobretudo, do próprio trabalhador, sob o diálogo, claro, de que nosso sucesso significa abertura de mais empregos. 'Casa cheia', como as pessoas costumam dizer. Mas, tudo, dentro da lei!   Mas, enfim, neste Dia do Trabalhador é preciso que se compreenda que somos todos trabalhadores. E incansáveis.

Assim, mais que um feriado, hoje é um dia de reflexão!. Pois precisamos entender que nestes novos tempos - com crises consecutivas de tudo e sobre todos -, emprego para quem o tem ou o procura estão sob novas regras. 

A mais exigente,  mas que acho que é a cara deste mundo novo é que os postos de trabalho têm sido preenchidos com profissionais que têm maior inteligência emocional e que estão mais abertos às discussões. A todas elas!

Lucy Macedo é empresária, proprietária do Site Única News e Revista Única