facebook instagram
Cuiabá, 24 de Fevereiro de 2026

Legislativo Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2026, 14:18 - A | A

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2026, 14h:18 - A | A

EM TRÂMITE NA ALMT

Projeto prevê atendimento presencial para grupos com dificuldade digital

Proposta assegura que idosos, pessoas com deficiência, neurodivergentes e outros grupos tenham acesso facilitado a serviços públicos e privados

Da Redação

Tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) o Projeto de Lei 73/26, que visa assegurar o direito ao atendimento presencial em estabelecimentos públicos e privados de Mato Grosso para grupos que enfrentam dificuldades no acesso aos serviços digitais.

A proposta, de autoria do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB), contempla pessoas com deficiência, idosos, pessoas neurodivergentes, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo, obesos, pessoas com mobilidade reduzida e doadores de sangue.

A iniciativa surge em um contexto de crescimento acelerado do atendimento exclusivamente virtual, realidade que, segundo o parlamentar, tem dificultado o acesso de parte da população a serviços essenciais. O projeto estabelece que esses públicos tenham garantido o atendimento presencial sempre que necessitarem, evitando exclusão e barreiras no exercício de direitos básicos.

Para Juca do Guaraná, a proposta é uma resposta direta às mudanças no modelo de prestação de serviços, que nem sempre considera as limitações e necessidades específicas de determinados grupos.

“Estamos vivendo uma transformação digital importante, mas ela não pode deixar pessoas para trás. O atendimento presencial ainda é essencial para muitos cidadãos, especialmente idosos, pessoas com deficiência e neurodivergentes, que encontram dificuldades reais no ambiente virtual”, destacou o deputado.

O parlamentar ressaltou que o projeto busca garantir igualdade no acesso aos serviços e reforçar a proteção ao consumidor, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor. Segundo ele, a precarização do atendimento presencial tem gerado prejuízos diretos à dignidade dessas pessoas.

A proposta prevê que os estabelecimentos mantenham estrutura mínima para o atendimento presencial desses públicos, reforçando a inclusão social e o direito à comunicação adequada. O objetivo é impedir que o avanço tecnológico resulte na exclusão de consumidores que dependem do contato direto para resolver demandas cotidianas. (Com informações da Assessoria da ALMT)