A desembargadora Serly Marcondes Alves, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), apresentou a estrutura disponível e o planejamento da instituição para as Eleições Gerais deste ano, que prevê campanhas para atingir o eleitorado com pendências.
Mato Grosso possui um contingente eleitoral de 2.553.640 eleitores aptos a votar até o momento. A Justiça Eleitoral no Estado projeta, para os próximos quatro meses, atender cerca de 100 mil eleitores que devem procurar cartórios e postos eleitorais para novos alistamentos, transferências de outros estados e regularização de títulos cancelados.
Esse cenário deve elevar o número total de eleitores para 2.663.640 até 6 de maio, quando se encerra o cadastro eleitoral, exatamente 150 dias antes das eleições.
Por isso, campanhas e ações serão realizadas para estimular o eleitor a procurar o cartório ou posto eleitoral para estar em dia com suas obrigações junto à Justiça Eleitoral. O juiz auxiliar da Presidência do TRE-MT, Luis Aparecido Bortolussi Júnior, reforçou que, até o fechamento do cadastro eleitoral, preocupa a quantidade de eleitores que podem perder o prazo para regularizar o título de eleitor.
“Nas eleições municipais passadas, chegamos a atender cerca de 30 mil pessoas nos últimos dias. Nossa preocupação é com ‘pseudoeleitores’ que procuram a Justiça Eleitoral depois de maio ou no fim de setembro dizendo que querem votar. Há uma frustração do eleitor e também do TRE-MT, porque nós queremos que ele exerça seu direito de participar do pleito com criticidade e responsabilidade”, acentuou.
Jovem eleitor
Durante a coletiva, a desembargadora Serly Marcondes Alves citou a Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), braço educacional e de formação do TRE-MT, na execução do projeto “Voto Consciente”, que mira jovens entre 15 e 17 anos, pelo incentivo ao direito do voto por meio do alistamento eleitoral.
O projeto consiste em visitas guiadas ao TRE-MT, com palestras com o propósito de estimular a obtenção do primeiro título por jovens do Ensino Médio.
“O projeto aborda, junto aos alunos, tendo professores da escola como incentivadores, o papel da Justiça Eleitoral na organização da eleição, as atribuições dos Poderes e de cada cargo, como deputado estadual e federal, senador, vereador, prefeito, governador e presidente, dentre outros”, sublinhou.
Um dos públicos-alvo das campanhas do TRE-MT é justamente o jovem eleitor, especialmente estudantes secundaristas com idades entre 15 e 17 anos, em que o voto é facultativo.
“São eleitores invisíveis, sem poder de voto, quando temos apenas 59 mil jovens com título de eleitor, o que corresponde a 59 mil meninas e meninos em todo o Estado”, avaliou.
Biometria
O coordenador da Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT), Breno Sirugi Gasparoto, enfatizou a evolução do cadastramento biométrico no Estado, saindo de uma cobertura de 81,96%, em 2020, para 91,48%, em 2026.
O coordenador observou o crescimento no número de eleitores com biometria no Estado, por meio da Campanha Biometria 100%.
“A biometria é um projeto nacional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nossa campanha desenvolvida no ano passado e continuará este ano. Alcançamos em torno de 30 municípios com a meta inicial de 98% de cobertura e agora continuaremos as ações voltadas para essa finalidade até o fechamento do cadastro, considerando que, depois do fechamento, não temos mais como realizar nenhum procedimento de coleta, que só será retomado após o segundo turno das eleições”, pontuou.
Pessoa com Deficiência
De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 72,8 mil pessoas em Mato Grosso possuem algum grau de deficiência, com mobilidade reduzida temporária ou permanente, utilizam muletas, cadeiras de rodas ou apresentam outra dificuldade. Por outro lado, o cadastro da Justiça Eleitoral em Mato Grosso aponta para apenas 22 mil eleitores e eleitoras nessa condição.
“É fundamental que a pessoa com deficiência informe à Justiça Eleitoral se possui alguma dificuldade de mobilidade. Essa informação não muda o local de votação por iniciativa do eleitor, mas permite que a Justiça Eleitoral organize as seções de forma mais acessível, priorizando espaços adaptados, como salas no térreo ou com melhor estrutura de acesso”, destacou a presidente do TRE-MT, Serly Marcondes Alves.
“Quando o eleitor faz esse registro, ele contribui diretamente para evitar situações de constrangimento e dificuldade no dia da votação, garantindo que o exercício do direito ao voto aconteça com mais autonomia, segurança e respeito. A acessibilidade começa com a informação correta”.
Transparência
O diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, lembrou que a Justiça Eleitoral funcionou durante o recesso forense, com atendimento ao público no Posto Eleitoral no Shopping Três Américas.
“A gente não parou, o que mostra que o TRE-MT está atento. Não estamos aqui esperando o público chegar para pensar em eleição. O planejamento integrado das eleições foi aprovado com um ano de antecedência. São 142 municípios; em alguns locais, temos aldeias indígenas, seções eleitorais em aldeias indígenas e comunidades quilombolas. Às vezes, é preciso ir de avião; às vezes, de barco. A urna precisa chegar a esse eleitor, e nosso lema é que a urna que chega aqui na Avenida do CPA é a mesma urna que tem que chegar lá”, completou. (Com informações da Assessoria do TRE-MT)




