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Cível Sexta-feira, 10 de Abril de 2020, 07:10 - A | A

10 de Abril de 2020, 07h:10 - A | A

Cível / GUARANTÃ DO NORTE

Justiça determina suspensão parcial de Decreto Municipal

A decisão judicial atendeu pedido liminar efetuado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e refere-se aos artigos 3º e 4º do decreto, relativos à abertura do comércio local

Da Redação



A Justiça Estadual determinou a suspensão parcial da eficácia do Decreto Municipal 073/2020, que havia flexibilizado as medidas restritivas de enfrentamento ao novo coronavírus no município de Guarantã do Norte (708 km de Cuiabá).  

A decisão judicial atendeu pedido liminar efetuado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e refere-se aos artigos 3º e 4º do decreto, relativos à abertura do comércio local.  

De acordo com a liminar, está proibido o funcionamento de academias e congêneres e feiras livres de pequenos produtores. Quanto aos bares, restaurantes, lanchonetes, conveniências, padarias e demais estabelecimentos de gêneros alimentícios, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra determinou que seja observado o disposto no artigo 8º, inciso XII e parágrafo 3º do Decreto Estadual 432/2020.  

Tais dispositivos estabelecem que por serem consideradas atividades essenciais, fica assegurada a “produção, distribuição, comercialização e entrega, realizadas presencialmente ou por meio do comércio eletrônico, de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas, ficando vedado o consumo de alimentos e bebidas no local do estabelecimento”.  

As exigências sanitárias também deverão ser seguidas à risca para prevenir a disseminação do coronavírus.  

Na ação, o promotor de Justiça Luis Alexandre Lima Lentisco ressaltou que a edição do Decreto 073/2020 do Município de Guarantã do Norte “foi na contramão do apregoado pelos órgãos de saúde mundiais, nacionais e estaduais, vê-se que o próprio ato normativo é de duvidosa legalidade e constitucionalidade, pois usou como “considerandos/fundamentos” medidas preventivas ao combate do COVID-19, mas o que se viu foram regulamentações que, pelo contrário, reduzem os cuidados com a população, vinculados intimamente com aspectos não jurídicos, mas econômicos, afrontando também a prevalência do interesse público primário”.  

O descumprimento da liminar sujeitará o Município ao pagamento de multa diária no valor de R$ 50 mil. (Com informações da Assessoria de Imprensa do MPE)