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Cível Terça-feira, 07 de Abril de 2020, 14:35 - A | A

07 de Abril de 2020, 14h:35 - A | A

Cível / DURANTE PANDEMIA

Consumidores podem negociar mensalidade escolar, orienta OAB

Os consumidores podem negociar seus interesses junto às instituições de ensino com cautela e equilíbrio, já que todos os atores (empresários, consumidores, funcionários) sofrem os efeitos da crise

Da Redação



Dentre os efeitos da crise do coronavírus que mais impactou a sociedade, está a suspensão das aulas, do ensino infantil ao superior, nas redes pública e privada. O governo federal editou a Medida Provisória (MP) 934/2020 que suspendeu, diante da excepcionalidade, a quantidade mínima de dias letivos no ano escolar, sem reduzir, no entanto, a carga horária total.

Na prática, isso significa que parte do ensino presencial, passar a ser feito na modalidade à distância.

O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Carlos Rafael Demian Gomes de Carvalho, explicou que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), recomendou que os valores das mensalidades sejam mantidos para não promover “desarranjos nas escolas que já fizeram sua programação anual, o que poderia até impactar no pagamento de salário de professores, aluguel, entre outros”.

No entanto, já se discute na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1.119/2020 que estabelece redução de, no mínimo, 30% no valor das mensalidades durante o período de suspensão das aulas nas escolas privadas de ensino fundamental e médio.

No mesmo sentido, já tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) o projeto apresentado pela deputada Janaína Riva e pelo deputado Sílvio Fávero visando a redução percentual das mensalidades escolares na rede particular.

Assim, a orientação para os consumidores é que busquem negociar seus interesses junto às instituições de ensino com cautela e equilíbrio, já que todos os atores (empresários, consumidores, funcionários) sofrem os efeitos da crise.

Diante de um possível desequilíbrio entre o serviço contratado e o efetivamente prestado, deve se considerar também alternativas como reposição de aulas, descontos em mensalidades futuras, entre outros, por meio de negociações que levem em conta os direitos do consumidor.

“Entendemos que deve se buscar a razoabilidade, levando-se em consideração todos os pontos, como redução nos custos para o estabelecimento de ensino durante o período e a prestação do serviço contratado, assegurando aos consumidores seus diretos”, disse Carlos Rafael Demian. (Com informações da Assessoria da OAB-MT)