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Administrativo Sábado, 21 de Setembro de 2019, 07:20 - A | A

21 de Setembro de 2019, 07h:20 - A | A

Administrativo / MUTIRÃO NA PCE

Defensoria vê erros processuais, problemas de saúde e superlotação

Além dos problemas de saúde, os presos também reclamaram da falta de ventilação nas celas, da qualidade da água que consomem e da superlotação

Da Redação



Problemas de saúde decorrentes de hérnias, úlceras, dores de dentes e entre outros foram relatados pelos presos da Penitenciária Central do Estado (PCE) aos defensores públicos que estiveram no local durante mutirão carcerário para revisão de processos.

O defensor público que atua em Campo Novo do Parecis, Paulo Grama, contou que dos 13 que atendeu, todos relataram vontade de trabalhar e reclamaram que desde o ano passado essa possibilidade foi suspensa.

“Eles afirmam que querem e precisam trabalhar. E dos que ouvi, um afirma que tem uma hérnia inguinal e que em decorrência desse problema sente muitas dores, outro disse que precisa de dentista, também sente dores e um terceiro, disse que é epilético e que está sem acompanhamento médico e medicamentos”.

As hérnias inguinais ocorrem na região da virilha, quando há protrusão de conteúdo da cavidade abdominal, normalmente parte do intestino, pelo canal inguinal.

Além dos problemas de saúde, os presos também reclamaram da falta de ventilação nas celas, da qualidade da água que consomem e da superlotação.

As celas dos chamados “cubículos” tem tamanho de três metros por seis e nelas ficam trancados de 35 a 40 presos. Todas essas informações, além das relacionadas aos processos analisados e as providências tomadas por cada defensor público, constarão de um relatório individual que será entregue à segunda defensora pública-geral, Gisele Berna, que coordena o mutirão carcerário. A partir delas, providências serão tomadas para buscar soluções para os problemas.

Erros na contagem de pena

Os defensores destacaram que em relação aos processos analisados até o momento, foram encontrados erros de cálculo para contagem da pena, observados casos em que presos já têm requisitos técnicos legais para progressão de regime, porém, nenhum caso absurdo até o momento. (Com informações da Assessoria da Defensoria Pública)