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Administrativo Domingo, 22 de Março de 2020, 08:22 - A | A

22 de Março de 2020, 08h:22 - A | A

Administrativo / EM MEIO À PANDEMIA

Defensoria ajuda pai a reencontrar os filhos após 40 anos

Em conversa com a defensora, ele contou que um desentendimento com a ex-mulher fez com que se afastasse de forma brusca dos filhos, mas externou o desejo de revê-los

Da Redação



Um homem conseguiu reencontrar os três filhos depois de 40 anos, por meio da atuação da Defensoria Pública de Mato Grosso, em meio à pandemia do novo coronavírus.

Há quase 10 anos sem documento, o idoso Manoel de Arruda e Silva procurou a Defensoria Pública para emitir cópia da certidão de nascimento. Porém, em atendimento pela defensora Thais Borges, não soube informar sequer o nome da mãe e dos filhos, que perdeu contato depois de separar da mulher.

Depois de muitas buscas e ofícios foi possível localizar os dados de uma filha, mas não o contato. A partir do nome da sua ex-esposa, foi localizado o outro filho, que, por ser proprietário de uma empresa foi possível o contato.

“Inicialmente falamos com a neta do seu Francisco, que nos confidenciou que o pai procurava o avô há 40 anos, que o aposentado tinha ido embora e nunca mais conseguiram contato, que não havia briga e tinham muita vontade de revê-lo e conhecê-lo. Na hora, minha voz embargou, não poderia passar os dados em decorrência do sigilo. Desliguei o telefone sem dar muitas informações”, relatou a defensora.

Em respeito ao sigilo de informações, Thais Borges solicitou autorização do senhor Manoel para passar os dados dele.

Em conversa com a defensora, ele contou que um desentendimento com a ex-mulher fez com que se afastasse de forma brusca dos filhos, mas externou o desejo de revê-los. Os filhos dele também tentaram reencontrar o pai, chegaram a procurar um programa de televisão local, mas sem sucesso.

“Foi quando promovemos o tão sonhado reencontro, 40 anos depois. É difícil saber o que foi mais lindo e emocionante. Se foi o pai, penteando os cabelos para rever os filhos, o abraço sincero do filho, ouvir a filha dizer com os olhos cheios de lágrimas que sonhava com o pai e queria poder um dia falar: ‘Oi pai”, contou a defensora.

Para a defensora é muito gratificante trabalhar na Defensoria Pública, ter oportunidade de resolver questões como esta, promover e ver que todo empenho pode gerar resultados positivos, como esse encontro de pai e filhos após 40 anos. (Com informações da Assessoria)