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Penal Quarta-feira, 06 de Novembro de 2019, 13:21 - A | A

06 de Novembro de 2019, 13h:21 - A | A

Penal / JULGAMENTO DA GRAMPOLÂNDIA

Promotor tenta convencer juízes a não perdoarem militares: "não concedam tal monstruosidade"

São julgados os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Ronelson Barros, o tenente-coronel Januário Batista e o cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Correa Júnior

Lucielly Melo



Começa nesta quarta-feira (6), o julgamento do caso da Grampolândia Pantaneira, quando os cinco militares envolvidos no suposto esquema de interceptações clandestinas serão sentenciados pelos crimes de ação militar ilícita, falsificação de documento, falsidade ideológica e prevaricação.

Sentam no banco dos réus os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Ronelson Barros, o tenente-coronel Januário Batista e o cabo da Polícia Militar, Gerson Luiz Correa Júnior.

A audiência acontecerá na 11ª Vara Criminal de Cuiabá (Especializada da Justiça Militar) e será conduzida pelo juiz Marcos Faleiros, com a participação do Conselho Especial.

O julgamento está previsto para terminar na próxima sexta-feira (8). Mas, a situação pode mudar, tendo em vista que, antes de iniciar a audiência, o juiz vai analisar pedido do promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza, que quer as assistentes da acusação e a defesa dos acusados tenham prazo para se manifestarem sobre a decisão do Ministério Público, que arquivou investigação sobre a doação da placa supostamente utilizada nos grampos.

Se o juiz acatar o pedido, o julgamento poderá ser suspenso e remarcado para uma nova data.

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  • 18h:45

    O promotor concorda com a proposta. A audiência acaba suspensa e será retomada na quinta-feira (7), às 8h.

  • 18h:41

    "Ele apenas indicou pessoa de confiança, através de publicações oficiais. Não houve, portanto, movimentação ilícita de provas, tampouco, ação ilícita militar", diz a avdogada ao pedir a absolvição do oficial.

  • 18h:39

    "Meu cliente foi preso. E a carreira desse militar? E a família desse militar? Os amigos de turma, os subordinados? Como vao olhar para um militar desse? 'Olha lá, é esse que fez a barriga de aluguel'. Meu cliente nem sabia dessa malfadada operação Grampolândia Pantaneira". 

    Ela continua, dizendo que o inquérito não foi bem feito em relação ao militar. Todas as testemunhas ouvidas, segundo ela, foram unânimes em dizer que o oficial não atuou no escritório.

    "Agora vem o Ministério Público, dizer que meu cliente deve ser absolvido por falta de provas?! Cadê as provas? A conduta ilícita? Uma pessoa inocente, olha o prejuízo que foi causado", reforçou.

  • 18h:31

    A advogada fala que o tenente-coronel tem que ser absolvido, mas não porque não teve provas contra ele, como diz o MPE, mas porque o fato é atípico.

  • 18h:27

    A advogada afirmou que não houve crime, diferente de não haver provas.

  • 18h:22

    Não tem provas nos autos de que o meu cliente participou do escritório, diz a advogada. 

    Ela cita como veio a tona o esquema e ainda afirma que o oficial foi prejudicado, uma vez que acabou sendo preso, logo após os grampos serem descobertos.

  • 18h:21

     
     
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  • 18h:12

    O juiz retoma a audiência. Ele informa que as defesas sugeriram de darem a oportunidade para a defesa de Januário falar ainda nesta quarta-feira e seguir com o julgamento amanhã (7 de novembro), a partir das 8h. Falta apenas o promotor concordar.

    O magistrado lembrou que a advogada Teranessa Aparecida, que representa o tenente-coronel, tem 3 horas para defender o militar. Ela inicia as argumentações. 

  • 17h:40

    O juiz concede intervalo.

  • 17h:37

    Em homenagem a isonomia, a defesa de Zaqueu requereu a suspensão do julgamento para que seja retomado amanhã (7 de novembro), para iniciar a manifestação das defesas. O juiz negou e vai continuar com a audiência.