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Penal Terça-feira, 15 de Setembro de 2020, 20:21 - A | A

15 de Setembro de 2020, 20h:21 - A | A

Penal / MORTE NO ALPHAVILLE

Justiça determina internação provisória de menor que matou Isabele

Segundo fontes, a menor não compareceu na audiência de apresentação marcada pela Justiça e, por isso, foi determinada sua internação provisória

Lucielly Melo



A 2ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá determinou, nesta terça-feira (15), a apreensão da menor que matou e atirou na adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos.

Informações obtidas pelo Ponto na Curva confirmam que a menor infratora não compareceu na audiência de apresentação designada pela Justiça. Por isso, o Juízo decidiu pela internação provisória.

A jovem, de 15 anos, ficará no Centro de Atendimento Socioeducativo de Internação Provisória e Internação Feminina, no Complexo do Pomeri.

A decisão ocorre após a Vara acatar representação feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra a menor.

Como o caso tramita em segredo de Justiça, não foram disponibilizados mais detalhes sobre o ato processual.

Atualização às 20:55

A menor acaba de se apresentar na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA).

O caso

Isabele foi morta no dia 12 de julho deste ano, após ser atingida por um disparo de arma de fogo no rosto efetuado pela menor, no Condomínio Alphaville 1, no Jardim Itália, em Cuiabá.

No dia dos fatos, o empresário Marcelo Cestari, pai da menor, chegou a ser preso por porte irregular de arma de fogo. Foi ele quem teria dado a arma para a filha guardar, quando ela acabou atingindo a amiga. Após pagar fiança, ele acabou sendo solto.

No início do mês, a Polícia Civil concluiu o inquérito do caso e indiciou o empresário pelos crimes de homicídio culposo, entregar arma a adolescente e fraude processual. Já a menor, responderá por ato infracional análogo a homicídio doloso.

O inquérito ainda indiciou a mãe da adolescente por omissão de cautela na guarda de arma de fogo.

O namorado da menor, que levou as armas à casa onde ocorreu a morte, responderá por ato infracional análogo ao porte ilegal de arma de fogo. O pai dele pelo crime de omissão e cautela na arma de fogo.

Para a polícia, a jovem assumiu o risco pela produção do resultado morte, pelo fato de que era devidamente capacitada para uso de armas de fogo, já que era praticante de tiro esportivo há três anos, bem como nas regras e técnicas de segurança do armamento, tendo plena condição de saber se a arma estava ou não municiada.