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Cível Sábado, 18 de Abril de 2020, 08:39 - A | A

18 de Abril de 2020, 08h:39 - A | A

Cível / ESPERA POR CIRURGIA

Mesmo com liminar, paciente aguarda por vaga em UTI

A decisão liminar foi deferida no último dia 16, mas até o momento ainda não foi cumprida pelo Estado de Mato Grosso ou pelo Município de Alta Floresta

Da Redação



A Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso e o Município de Alta Floresta façam a transferência via Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea para que um paciente, que sofreu um acidente com espingarda, passe por uma cirurgia com médico especialista em bucomaxilo facial.

A decisão liminar foi deferida no último dia 16, mas até o momento ainda não foi cumprida.

O paciente está internado desde quarta-feira (15), no Hospital Regional de Alta Floresta.

Procurada pela família do paciente na madrugada do dia 16, a Defensoria Pública acionou a Justiça imediatamente e, à 1h25 do mesmo dia, a liminar foi deferida, mas até agora não foi cumprida pelo Governo do Estado e pelo município de Alta Floresta.

A Justiça fixou prazo de seis horas para o acatamento da decisão. A UTI aérea é imprescindível porque o Hospital Regional de Alta Floresta não possui estrutura nem equipe médica necessárias ao tratamento do paciente.

“No entanto, passadas mais de 42 horas, nenhuma providência foi adotada pelo poder público, deixando o paciente desamparado e a família desesperada, que juntamente com a Defensoria Pública, não mediu esforços para a obtenção de orçamentos médicos”, afirmou o defensor Felipe Takayassu, que atua em Sorriso e atendeu o caso no plantão.

A lesão com arma de fogo acarretou múltiplas faturas dos ossos da face, com a presença de pedaços metálicos.

Segundo os relatos médicos, o paciente foi vítima de acidente com ferimento de entrada na região mandibular, mas sem indício de saída do projétil.

Apesar do monitoramento constante junto à Central de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS), até o momento não foi disponibilizada vaga de UTI na rede pública.

“Três pedidos de bloqueio judicial das contas do Estado encontram-se pendentes de apreciação judicial, a fim de possibilitar o tratamento pela rede privada, única saída para tutelar o direito constitucional à saúde do assistido”, destacou Takayassu. (Com informações da Assessoria da Defensoria Pública)