A Câmara Setorial Temática (CST) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que acompanha os impactos do rebaixamento do reservatório da Usina Hidrelétrica de Colíder (UHE Colíder), no rio Teles Pires, aprovou a prorrogação dos trabalhos por até mais 180 dias.
A deliberação ocorreu durante reunião ordinária destinada à análise de documentos técnicos e à avaliação do atual estágio da barragem.
Com a medida, o grupo liderado pelo deputado Diego Guimarães (Republicanos) mantém o acompanhamento técnico da retomada gradual do enchimento do reservatório, autorizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), com elevação prevista entre 20 e 25 centímetros por dia.
A CST foi instalada no ano passado, após audiência pública realizada na Assembleia Legislativa para discutir o rebaixamento controlado de aproximadamente 17 metros no nível do lago, medida adotada após a identificação de falhas em drenos da barragem. O reservatório da usina integra a bacia do rio Teles Pires e banha os municípios de Colíder, Itaúba, Nova Canaã do Norte e Cláudia.
Segundo o deputado Diego Guimarães, que requereu a audiência pública e a criação da câmara setorial, no momento da instalação do grupo havia 17 drenos sob alerta, sendo quatro com falhas que motivaram a redução do nível da água como medida preventiva de segurança.
“O trabalho começou em um cenário de alerta, com necessidade de esclarecimentos técnicos sobre a estrutura da barragem. Após quase 180 dias de acompanhamento, os apontamentos estruturais foram sanados e a barragem passou para estado de atenção. Mesmo com a autorização para o reenchimento, o monitoramento continua”, afirmou o parlamentar.
Monitoramento ambiental
Durante esse período, a CST aprovou requerimentos solicitando relatórios técnicos, documentos de monitoramento ambiental e informações às concessionárias responsáveis pelo empreendimento e aos órgãos competentes. Também foram realizadas oitivas com representantes do poder público, da sociedade civil e das empresas envolvidas.
Com a fase de recomposição do reservatório, o acompanhamento passa a incluir o monitoramento de possíveis impactos ambientais decorrentes do reenchimento e a discussão sobre a reparação de danos econômicos relatados por empreendedores da região. (Com informações da Assessoria da ALMT)




