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Cível Terça-feira, 31 de Março de 2020, 09:22 - A | A

31 de Março de 2020, 09h:22 - A | A

Cível / EM CUIABÁ

Juíza autoriza entrada de empregadas domésticas em edifício

As empregadas haviam sido impedidas de adentrarem ao local pelo síndico do prédio, que tomou medidas de prevenção contra o novo coronavírus

Da Redação



A juíza da 8ª Vara Cível de Cuiabá, Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, concedeu tutela de urgência a fim de permitir a entrada em um edifício de uma babá e uma empregada doméstica, que havia sido proibida pelo síndico.

A decisão do síndico teve como objetivo prevenir o contágio pelo coronavírus. No entanto, um casal ingressou na Justiça alegando que ambos exercem atividades profissionais consideradas essenciais e que não podem ser realizadas por meio de teletrabalho, o que justificaria a necessidade dos empregados, responsáveis pelos cuidados dos dois filhos menores do casal.

O casal ajuizou ação de fazer cumulada com pedido de liminar em desfavor do condomínio. Relataram que em 23 de março foi encaminhado aos moradores um comunicado, emitido somente pelo síndico, estabelecendo algumas restrições para controle da disseminação do coronavírus, entre elas a proibição de entrada de empregados domésticos nas unidades autônomas.

Na ação, o casal alegou que buscou resolver o problema administrativamente, encaminhando ao síndico informações sobre a situação deles é pedindo reconsideração da decisão, mas o pedido foi negado.

A magistrada alertou que, embora a decisão do síndico tenha o intuito de preservar a coletividade e os condôminos da Covid-19, o réu deveria se ater à prevenção em áreas comuns e orientação quanto às demais questões inerentes ao condomínio.

"Não se deve proibir que moradores, prestadores de serviço e funcionários do lar adentrem a unidade residencial do condômino quando autorizados pelo proprietário da unidade, salvo hipótese extração que não se vislumbra nos autos", ressaltou.

Ao conceder a tutela de urgência, a juíza destacou que os autores deverão atender as orientações recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com o uso de álcool em gel, circulação somente nas áreas comuns permitidas, bem como todos os cuidados preventivos dentro da residência.

Leia abaixo a decisão. (Com informações da Assessoria do TJMT)

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