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Cuiabá, 05 de Outubro de 2026

Outros Órgãos Quinta-feira, 13 de Novembro de 2025, 14:48 - A | A

Quinta-feira, 13 de Novembro de 2025, 14h:48 - A | A

OPERAÇÃO ULTIMA RATIO

CNJ vai apurar suposta venda de decisões por magistrado

O magistrado é alvo de investigação, desencadeada após a apreensão do celular do advogado Roberto Zampieri

Da Redação

Luiz Silveira/CNJ

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Com acusações que incluem suposto envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais, o desembargador Marcos José de Brito Rodrigues, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS), será investigado em um processo administrativo disciplinar (PAD).

A decisão foi tomada, de forma unânime, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A Reclamação Disciplinar, relatada pelo corregedor nacional de justiça, ministro Mauro Campbell Marques, foi julgada procedente, com manutenção cautelar do afastamento até decisão final.

O magistrado é alvo de investigação conduzida pela Polícia Federal em razão da Operação Ultima Ratio, desencadeada após a apreensão do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em Cuiabá, em dezembro de 2023.

Campbell explicou que foi identificada a existência de um esquema sistemático de venda de decisões judiciais, com o aparente envolvimento de juízes de 1º grau e desembargadores do TJMS.

“Os elementos de convicção foram obtidos por meio de interceptações, documentos apreendidos e análises de movimentações financeiras”, afirmou.

Em seu voto, o relator destacou o recebimento de vantagens indevidas para a prolação de decisões judiciais, caracterizando desvio de função em um contexto que classificou como “promiscuidade institucional, marcado pelo exercício da Justiça em feitos patrocinados por filhos de desembargadores e advogados lobistas”.

Arquivamento negado

O Conselho também acompanhou, de forma unânime, o parecer do relator que negava o arquivamento da reclamação disciplinar em razão do pedido voluntário de aposentadoria do desembargador. (Com informações da Assessoria do CNJ)