O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que todos os tribunais do país adotem, a partir de segunda-feira (3), o Múltiplo Fator de Autenticação (MFA) para acesso aos sistemas judiciais, conforme a Portaria CNJ nº 140/2024.
O objetivo é proteger informações processuais, garantir a integridade dos sistemas e reduzir riscos de ataques cibernéticos.
No Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), a partir dessa data, o público externo deverá usar aplicativos autenticadores, como Gov.br, FreeOTP, Google Authenticator e Microsoft Authenticator, que geram códigos numéricos temporários de seis dígitos.
Esses códigos passam a ser o segundo fator obrigatório de autenticação, junto à senha pessoal do usuário.
Autenticação além do Gov.br
O acesso via Gov.br nível Ouro é uma das opções oferecidas, especialmente para usuários(as) que já utilizam a verificação em duas etapas no aplicativo do Governo Federal.
No entanto, o MFA não se limita ao Gov.br, uma vez que o CNJ exige que todos os acessos ao PJe, independentemente da forma de login, utilizem dupla verificação com autenticação multifatorial.
Essa ampliação assegura que tanto usuários internos (magistrados e servidores), quanto externos (advogados, promotores e defensores) estejam protegidos sob os mesmos padrões de cibersegurança.
Método é mais seguro
Os códigos gerados pelos autenticadores são dinâmicos, criptografados e mudam a cada poucos segundos, o que elimina vulnerabilidades associadas a senhas fixas e tokens reutilizáveis.
Isso impede fraudes de login, clonagem de dispositivos e compartilhamento indevido de credenciais.
Proteção integral das informações do PJe
Com a dupla autenticação, o acesso ao PJe passa a ocorrer em ambiente totalmente validado e auditável, o que significa que cada entrada e operação ficam associadas a um usuário legítimo.
Isso traz mais confiança ao público externo que utilizam o sistema. (Com informações da Assessoria do TJMT)



