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Cuiabá, 09 de Outubro de 2026

Outros Órgãos Sábado, 01 de Novembro de 2025, 08:14 - A | A

Sábado, 01 de Novembro de 2025, 08h:14 - A | A

JAURU E FIGUEIRÓPOLIS D’OESTE

Acordo garante cumprimento da lei sobre uso de celular nas escolas

O MP vai atuar como garantidor da legalidade e proteção dos direitos e poderá ajuizar ação por infração administrativa, se necessário

Da Redação

Reprodução

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A 1ª Promotoria de Justiça de Jauru (a 425 km de Cuiabá) celebrou Termos de Cooperação com os Conselhos Tutelares de Jauru e Figueirópolis D’Oeste e com as escolas estaduais localizadas em cada município para garantir o cumprimento da legislação que proíbe o uso de celular e aparelhos eletrônicos nas escolas.

O objetivo é assegurar a implementação da Leis nº 15.100/2025 (federal) e nº 12.745/2024 (estadual), além da proteção integral de crianças e adolescentes conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

As escolas estaduais Juscelino Kubitschek e Deputado João Evaristo Curvo, em Jauru, e a Escola Estadual Barão de Melgaço, em Figueirópolis D’Oeste, assumiram o compromisso de atualizar o regimento interno com regras sobre uso de eletrônicos, conforme a legislação; promover ações educativas sobre cidadania digital; registrar e comunicar imediatamente aos responsáveis qualquer uso indevido de aparelhos em sala; lavrar certidão de ciência e enviar documentos ao Conselho Tutelar no mesmo dia; e coletar termo de ciência dos responsáveis na matrícula/rematrícula, com caráter preventivo e educativo.

Já os Conselhos Tutelares ficarão responsáveis por emitir Orientação Técnica Geral sobre uso de eletrônicos; receber e analisar comunicações da escola; realizar ciência pessoal aos responsáveis em até dois dias; e representar ao Ministério Público em caso de descumprimento, instruindo o processo.

E ao Ministério Público de Mato Grosso caberá atuar como garantidor da legalidade e proteção dos direitos, bem como a prerrogativa de ajuizar representação por infração administrativa, se necessário.

“A atuação conjunta entre escola, Conselho Tutelar e Ministério Público fortalece a rede de proteção e assegura que o ambiente escolar seja um espaço seguro, saudável e voltado ao aprendizado. O objetivo não é punir, mas educar e garantir que os direitos das crianças e adolescentes sejam respeitados”, afirmou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque. (Com informações da Assessoria do MPE)