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Cuiabá, 06 de Outubro de 2026

Justiça Estadual Segunda-feira, 27 de Outubro de 2025, 07:47 - A | A

Segunda-feira, 27 de Outubro de 2025, 07h:47 - A | A

REGIME FECHADO

Justiça condena quatro por duplo homicídio ligado à facção

O processo trata do homicídio de duas pessoas, ocorrido em abril de 2023, em Colniza

Da Redação

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Quatro réus foram condenados pelo Tribunal do Júri de Colniza pelos crimes de duplo homicídio qualificado, ocultação de cadáver e integração em organização criminosa.

Foram condenados E.M.N., M.W., A.S.M. e J.V.L..

E.M.N. recebeu pena de 39 anos, 7 meses e 28 dias de reclusão.

M.W., 40 anos, 9 meses e 27 dias de prisão.

A.S.M., 37 anos, 7 meses e 28 dias.

J.V.L., 30 anos, 3 meses e 29 dias.

O julgamento foi presidido pelo juiz Guilherme Leite Roriz.

O júri foi realizado na semana passada, de forma híbrida, com parte das atividades presenciais na Câmara de Vereadores de Colniza e participação remota por meio da plataforma Microsoft Teams.

G.J.G. foi absolvida de todas as acusações.

Um sétimo réu, M.D.N.B., não foi julgado nesta sessão, em razão do desmembramento do processo. A decisão foi tomada pelo magistrado devido à impossibilidade de comparecimento do advogado de defesa por motivo de saúde. O julgamento dele será realizado em data futura, ainda a ser definida.

O processo trata do assassinato de É.L.S. e E.S.D., ocorrido em abril de 2023, em Colniza. Segundo a denúncia do Ministério Público, as vítimas teriam sido executadas por integrantes de uma facção criminosa após um “julgamento” informal, sob a acusação de comercializar entorpecentes sem autorização do grupo. A execução teria ocorrido com emprego de asfixia e meio cruel, dificultando a defesa das vítimas.

A sentença de pronúncia foi proferida em 13 de março de 2025, após a análise das provas e depoimentos colhidos durante a instrução processual. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso em 8 de julho de 2025, confirmando a submissão dos réus ao júri popular.

Os condenados estavam presos preventivamente desde setembro de 2024 e foram recambiados para participar do julgamento. O processo tramita sob sigilo judicial e contou com reforço de segurança da Polícia Militar e da Polícia Penal, devido ao número de acusados e à gravidade dos crimes. (Com informações da Assessoria do TJMT)