A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, acusado de intermediar o assassinato do advogado Renato Nery.
A decisão é do último dia 29.
O advogado foi morto a tiros, na frente de seu escritório, em julho de 2024, em Cuiabá.
No processo, Heron e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva (que executou o crime) foram pronunciados e aguardam julgamento pelo Tribunal do Júri.
Ao reanalisar a situação de Heron, a magistrada verificou que não houve alteração no cenário processual do réu e, por isso, negou relaxar a prisão.
“Nos termos do artigo 316, parágrafo único, do CPP, reanalisei os autos acima mencionados, especificamente quanto aos fundamentos da prisão cautelar do(s) réu(s), e constatei que não houve nenhum fato novo capaz de revogá-la(s), razão pela qual a ratifico integralmente nos termos da decisão de pronúncia”, concluiu a juíza.
Ainda na decisão, Mônica Perri deu cinco dias para que as partes, tanto as defesas quanto o Ministério Público, apresentem o rol de testemunhas, documentos ou solicitem diligências nos autos.
Entenda mais o caso
O crime ocorreu em 5 de julho de 2024, em frente ao escritório da vítima, em Cuiabá. Conforme a denúncia, Alex, sob a coordenação de Heron, efetuou os disparos contra Renato Nery utilizando uma pistola Glock adaptada para tiros em rajada.
A motivação do crime estaria relacionada a uma disputa judicial envolvendo o casal Julinere Goulart Bentos e César Jorge Sechi, que perdeu uma ação na qual o advogado sagrou-se vencedor.
Após o crime, Alex teria queimado objetos utilizados na ação e trocado de celular diversas vezes. Ambos também tentaram esconder a motocicleta usada na fuga.
Na ação, a dupla responde pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e organização criminosa. Heron ainda é acusado de abuso de autoridade.
VEJA ABAIXO A DECISÃO:



