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Cuiabá, 14 de Outubro de 2026

Justiça Estadual Sexta-feira, 07 de Novembro de 2025, 09:45 - A | A

Sexta-feira, 07 de Novembro de 2025, 09h:45 - A | A

CRIME EM RONDONÓPOLIS

Executores de homicídio motivado por seguro de vida são condenados

Os réus iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade

Da Redação

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Dois executores do assassinato de Paulo Sander Alves foram condenados pelo Tribunal do Júri de Rondonópolis (a 220 km de Cuiabá). Jean Paolo de Lima Pirolla recebeu a pena de 18 anos de reclusão e 10 dias-multa, enquanto Uemerson Gonçalves de Souza foi condenado a 19 anos de reclusão.

O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de confirmar a materialidade do crime de porte de arma de fogo de uso restrito cometido por Jean Paolo.

Os réus iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade.

A sessão de julgamento, realizada na quarta-feira (5), teve duração aproximada de 13 horas.

A denúncia

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu em fevereiro de 2016, por volta das 19h, no estabelecimento Guincho Auto Socorro Brasil Resgate, localizado no bairro Jardim Monte Líbano. O homicídio teria sido meticulosamente planejado por Fábio Sérgio Vitor e sua esposa Valéria Gonçalves Teixeira, proprietários do guincho, com o objetivo de receber uma indenização milionária de seguro de vida contratado em nome da vítima, que era funcionário da empresa. Valéria era beneficiária de 90% do valor segurado, estimado em R$ 1,8 milhão.

A investigação apontou que, no dia do crime, a vítima foi atraída para o escritório da empresa, enquanto Jean Paolo, porteiro do prédio do casal, acompanhado de outros executores armados, foi alertado para buscá-lo. A entrada dos criminosos foi facilitada por Uemerson, também funcionário da empresa e primo de Valéria. A vítima foi executada com disparos de arma de fogo.

Conforme a promotora de Justiça Ana Flavia de Assis Ribeiro, o seguro de vida foi feito pelo casal em nome da vítima, que foi morta cerca de 20 dias depois. Os mandantes do homicídio também foram denunciados pelo MPMT, mas, como o processo foi desmembrado, ainda não foram submetidos a julgamento. (Com informações da Assessoria do MPE)