facebook instagram
Cuiabá, 19 de Julho de 2024
logo
19 de Julho de 2024

Cível Sexta-feira, 02 de Outubro de 2020, 11:38 - A | A

02 de Outubro de 2020, 11h:38 - A | A

Cível / RISCO DE MORTE

Mesmo com liminar, idoso não consegue vaga para cirurgia cardíaca

O idoso internado aguarda, desde a última segunda-feira (28), o cumprimento da decisão para realização da cirurgia no Hospital Geral Universitário de Cuiabá

Da Redação



Mesmo com liminar deferida e risco iminente de morte, por já ter problemas cardíacos, um idoso, de 75 anos, ainda não conseguiu uma vaga no Hospital Geral Universitário de Cuiabá (HGU) para realizar uma angioplastia.

A Defensoria Pública, que atua no caso, ingressou com pedido de tutela de urgência no dia 24 e a liminar foi concedida pela Justiça na última segunda-feira (28). Porém, a decisão ainda não foi cumprida.

“Ante o exposto, defiro, em parte, a tutela liminar para determinar a imediata realização do procedimento vascular/cardíaco, e, se necessário, de internação em leito e UTI que seja por intermédio de hospitais habilitados perante o SUS, sob supervisão de profissional da saúde da rede pública apto a proceder a avaliação na admissão e anterior alta hospitalar do paciente, no intuito de regular aplicação de verbas públicas, com elaboração de relatório circunstanciado”, diz trecho da decisão da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande.

O idoso foi internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Ipase, em Várzea Grande, após um princípio de infarto. Ele foi submetido a um cateterismo há uma semana e aguarda angioplastia, evoluindo com piora do quadro de saúde, associado ao risco iminente de um infarto agudo do miocárdio.

Desde que saiu a liminar, a família aguarda uma resposta da Central de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) para que ele possa realizar a cirurgia no HGU, referência estadual nesse tipo de procedimento.

Caso fosse realizada na rede particular de saúde, estima-se que a cirurgia custaria mais de R$ 100 mil.

Outro lado

Procurada, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Regulação, Controle e Avaliação, informou que o paciente está devidamente inserido no Sistema de Regulação e que, no momento, não há disponibilidade de vaga na unidade de referência para o tratamento específico do quadro clínico. Contudo, a SES enfatiza que as equipes técnicas estão absolutamente empenhadas na breve resolução do caso. (Com informações da Assessoria da Defensoria Pública)